USB/DVD Download Tool: instale o Windows 7 com o pendrive


Microsoft Windows 7 USB/DVD Download Tool é um aplicativo oficial gratuito que permite a instalação do Windows 7 a partir de pen drives (portable). Ele disponibiliza todos os arquivos necessários para a instalação do sistema operacional. A interface da ferramenta da Microsoft é bem simples e objetiva. Nela você encontra poucas telas e opções, e uma considerável semelhança com os assistentes de instalação da platarforma.
A criação do disco inicializável é composta por quatro passos. Cada um deles é descrito em uma tela do programa. Para avançar uma etapa, basta preencher as opções desejadas e clicar em “Next”.
 Embora a aplicação não possua tradução para o português, seu funcionamento é bem simples e intuitivo. As ferramentas e opções são todas muito bem ilustradas e de fácil acesso, contribuindo assim para uma usabilidade excelente, mesmo para usuários com pouca experiência ou sem domínio do idioma.
Utilização
Ao abrir o programa, é solicitado ao usuário a seleção da imagem ISO do Windows 7. Caso você não possua ainda um programa para criação de ISO, pode baixar o ISOBurn.
O próximo passo é a escolha do tipo de mídia a ser utilizado. Você pode escolher entre um pendrive, outro dispositivo móvel que possa ser conectado ao USB do computador, ou ainda, uma mídia de DVD.
A terceira etapa exige que o dispositivo esteja conectado ou inserido na máquina, conforme a escolha da mídia. Finalmente, o quarto passo trata da formatação do disco ou pendrive e a cópias dos arquivos de instalação do sistema. Durante a última etapa, o usuário não precisa fazer absolutamente nada, pois todas as ações são realizadas de modo automático pelo programa.
Reinicie e Instale
Após passar por todas as etapas do processo, o usuário deverá reiniciar o computador e certificar-se de que o pendrive está conectado corretamente - ou se for o caso, de que o DVD está inserido no leitor. Estando tudo em ordem, a tela de instalação do Windows 7 é logo exibida na tela e o usuário já pode instalar o novo sistema operacional. Faça o download de Microsoft Windows 7 USB/DVD Download Tool e instale com praticidade esta versão do sistema operacional da Microsoft.

Como comprar pela internet com segurança

Introdução

Há motivos de sobra para fazer compras pela internet: não é necessário lidar com vendedores inconvenientes; não existem filas enormes para pagar; dá para pesquisar pelo melhor preço de um produto rapidamente; você pode comprar no horário que quiser; não raramente, é mais fácil encontrar o item que você precisa; entre outros.
Mas, se certos cuidados não forem tomados, o uso do comércio eletrônico pode se transformar em "dor de cabeça". Mas não se preocupe: seguindo as dicas que o InfoWester apresenta a seguir, as chances de você ter problemas com compras on-line caem bastante. Vamos lá?

1. Compare preços antes de comprar

Tal como nas lojas de “tijolo e cimento”, determinado produto pode ter preços que variam bastante de um site de comércio eletrônico para outro. Por isso, é importante utilizar serviços como Google Shopping e Buscapé para pesquisar preços. Em muitos desses serviços, você também pode obter a opinião de outros compradores em relação ao produto e conhecer a avaliação da loja em vários quesitos, como prazos de entrega, atendimento pós-venda e política de devolução.

2. Verifique se a loja informa CNPJ, telefone e endereço no site

Em maio de 2013, entrou em vigor o Decreto Federal nº 7962/13, que determina uma série de obrigações para o e-commerce no Brasil, entre elas, que a loja on-line informe em local visível número de CNPJ, endereço físico e número de telefone.
Se um site de comércio eletrônico atuante no Brasil não estiver seguindo a lei, é recomendável não seguir com a compra, mesmo que os preços sejam atraentes. Ora, se a loja não oferece informações básicas de contato e oculta detalhes de suas operações, as chances são consideravelmente grandes de haver alguma coisa erra ali.

3. Loja nenhuma quer prejuízo: desconfie de preços muito abaixo da média

Se você quer comprar o último modelo do iPhone e sabe que o preço médio desse produto no Brasil é, vamos supor, de R$ 4.000, não faz sentido encontrá-lo à venda por R$ 1.000 ou R$ 1.500. Por esse motivo, desconfie imediatamente de ofertas muito generosas, mesmo que anunciadas como promoção.
É necessário levar em conta que o preço de um produto sofre influência de vários fatores, como custo de fabricação, impostos e gastos com transporte. Logo, uma oferta muita generosa resultaria em prejuízo para a loja e, como você sabe, nenhum negócio existe para perder dinheiro.
Assim, tome bastante cuidado ao se deparar com preços muito abaixo do que é praticado pelo mercado. No final das contas, você pode acabar adquirindo um produto falsificado ou de procedência ilegal e, portanto, sem garantia ou suporte do fabricante. Além disso, os riscos de você ser vítima de fraude e nunca receber o produto são consideravelmente grandes.

4. Prazo de entrega muito longo ou não informado? Cuidado!

Você está olhando uma categoria de produtos — por exemplo, aparelhos de Blu-ray —, quando percebe que determinado modelo está com prazo de entrega de 30 dias enquanto os demais têm este período fixado entre 10 e 15 dias úteis. Cuidado: isso pode ser um sinal de que a empresa não possui o item em estoque e provavelmente tentará obtê-lo junto a um fornecedor.
Se você conhece os serviços da loja, a considera confiável e não tem pressa, vá em frente — a espera pode ser longa, mas o preço compensa. Do contrário, tente comprar o produto em outro site, mesmo que o preço seja um pouco maior, pois a loja pode superar o prazo ou simplesmente não conseguir encontrar o item.
Fique atento também quando o prazo de entrega não é informado ou é confuso, uma vez que a loja tem obrigação de dar essa informação de maneira clara. Pode ser que o prazo aumente um pouco no momento de fechamento do pedido por conta da forma de pagamento escolhida, especialmente se esta for boleto bancário. Mas, se no término da compra o prazo aumentar muito — de dez dias para quatros semanas, por exemplo —, pode haver algum problema na loja ou até mesmo má fé.

5. Pesquise sobre a qualidade e a reputação da loja

Preço e prazo de entrega não são os únicos fatores que devem ser considerados nas compras on-line. É importantíssimo também pesquisar sobre a qualidade de atendimento e idoneidade da loja antes de fechar a compra.
Para isso, você pode procurar opiniões a respeito da empresa no Google, na página da loja no Facebook, em fóruns e assim por diante.
Há um site que ajuda bastante nessa tarefa: o Reclame Aqui. Trata-se de um serviço que registra reclamações sobre empresas das mais diversas áreas. Assim, você pode verificar no site quais reclamações há contra determinada loja on-line e se a empresa fornece retorno satisfatório para as queixas. Caso o número de reclamações não solucionadas seja grande, é recomendável fazer compras em outro lugar.
Dica extra::Também vale a pena recorrer ao Procon-SP. A entidade mantém uma lista de sites brasileiros de comércio eletrônicos que devem ser evitados a todo custo.

6. Observe se a loja on-line oferece ambiente seguro

Procure no site da empresa por selos como “Internet Segura” e “Site Seguro”. Essas informações indicam que a loja toma medidas de seguranças para lidar com as informações dos clientes. Na hora de fechar uma transação, você também deve observar se o navegador de internet exibe o ícone de um cadeado na parte inferior ou na barra de endereços. O símbolo indica o uso de um certificado digital SSL (Secure Socket Layer), importante recurso de segurança.

7. É pra presente? Compre com muita antecedência

Se você vai presentear alguém, geralmente tem prazo para isso: uma data de aniversário, o feriado de Natal e assim por diante. Se você pretende comprar o presente pela internet, deve fazê-lo com o máximo de antecedência para não correr o risco de a entrega ser feita depois da data em questão.
Isso pode acontecer por vários motivos: o pedido ser extraviado antes de chegar à sua casa; a confirmação de pagamento demorar, fazendo com que a loja tarde a enviar a mercadoria; temporais impossibilitarem a entrega na sua região dentro do período previsto; entre outros.
Comprando com antecedência, haverá mais meios para resolver problemas do tipo a tempo, mesmo que a solução seja comprar o presente em outro lugar e pedir a devolução do valor pago.

8. Se informe sobre todas as características do produto antes de fechar a compra

Ao comprar pela internet, você não tem o benefício de testar pessoalmente o produto, tal como acontece nas lojas físicas. Por isso, é importante se informar sobre todas as características do item ou serviço antes de comprá-lo. Eis alguns aspectos que as pessoas costumam não observar:
  • Tipo de tomada ou voltagem;
  • Uso de pilhas ou bateria;
  • Dimensões físicas (especialmente na compra de móveis);
  • Acessórios que acompanham o produto;
  • Combinação de cores;
  • Requisitos para o produto funcionar.
Os fatores, é claro, variam conforme o tipo de produto. Mas, via de regra, o consumidor deve verificar não só as características disponíveis na página da loja, mas também as informações fornecidas pelo fabricante em seu site, quando possível. Pesquisar por opiniões a respeito do produto também é uma boa ideia.

9. Dê preferência a lojas que oferecem vários recursos em seu site

Na internet, o cliente não pode verificar o produto "ao vivo", portanto, a loja on-line deve oferecer o máximo possível de recursos para facilitar a decisão de compra. Para diminuir as chances de frustração, dê preferência às lojas que têm esse tipo de preocupação. Elas oferecem, por exemplo:
  • Chat para esclarecimento de dúvidas;
  • Fotos detalhadas do produto ou até vídeos;
  • Descrições detalhadas de produtos;
  • Informações claras sobre prazos de entrega, pagamentos, frete, entre outros;
  • Espaço para que os clientes opinem sobre produtos;
  • Organização de categorias e navegação fácil;
  • Interação em redes sociais (Facebook, Twitter, Google+, etc.);
  • Opções variadas de pagamento.

10. Cuidado com ofertas de garantia estendida

É comum encontrar sites de comércio eletrônico que oferecem garantia estendida para determinados produtos mediante acréscimo no valor da compra. Tome cuidado: essa opção não deve estar marcada por padrão no pedido de compra — se estiver, poderá haver ali "venda casada", prática proibida no Brasil.
Se você quiser usufruir da garantia estendida, deve se atentar bastante às suas condições. Isso porque, normalmente, esse recurso é uma espécie de seguro, não sendo coberto diretamente pela loja ou pelo fabricante. Como tal, pode haver uma série de limitações contratuais.

11. Direito ao arrependimento de compra e à devolução do produto

Por lei, o consumidor que faz compras pela internet tem o direito de se arrepender da compra no prazo de até sete dias (corridos) após o recebimento do produto ou da assinatura do contrato, desde que a solicitação seja devidamente formalizada. A loja deve fornecer informações claras para tanto e devolver todo o valor pago pelo usuário em tempo hábil.
Caso o produto já tenha sido entregue, a devolução não pode ser impedida sob o argumento de que o procedimento não é feito depois que o pacote do pedido foi aberto.

12. Condições de uso e políticas de privacidade também são importantes

Um serviço de comércio eletrônico sério disponibiliza as condições de uso do site site, assim como as políticas de privacidade. É importante se atentar a esses detalhes porque eles tratam de como as suas informações são utilizadas. Por exemplo: será que, ao se cadastrar na loja, você não estará automaticamente concordando em receber ofertas de empresas parceiras por e-mail?

13. Não guarde os dados do seu cartão de crédito para compras futuras

Há lojas on-line que permitem ao cliente guardar em seu cadastro os dados do cartão de crédito para compras futuras. É recomendável não fazer isso: se a loja ou a sua conta for invavida, terceiros poderão usar estes dados para fazer compras indevidas em seu nome.

Para compras à vista, utilizar boleto bancário pode ser uma opção mais interessante. O prazo de entrega para essa forma de pagamento costuma ser um pouco maior, por outro lado, o consumidor informa menos dados pessoais e, não raramente, obtém desconto no valor final do pedido.

14. Evite fazer compras a partir de computadores públicos ou redes Wi-Fi abertas

Sempre que possível, faça as suas compras a partir de computadores próprios. Computadores públicos (de uma lan house ou da faculdade, por exemplo) podem não ter recursos de segurança importantes, como atualizações de sistema operacional e antivírus, havendo mais chances de existir ali malwares capazes de capturar informações pessoais, como login, senhas e número de cartão de crédito.
Compras a partir de redes Wi-Fi abertas ou públicas também devem ser evitadas. Não se sabe exatamente quem controla essas redes, assim, o risco de dados confidenciais serem interceptados a partir delas é maior.

15. Cuide da segurança do seu computador ou dispositivo móvel

De nada adianta fazer compras on-line a partir de equipamentos próprios se estes tiverem problemas de segurança. Lembre-se de que, ao se cadastrar em uma loja ou efetuar uma transação, você está fornecendo informações sigilosas, portanto, deve ter alguns cuidados, entre eles:
  • Manter seu sistema operacional e programas (principalmente navegadores) atualizados;
  • Utilizar um antivírus e não se esquecer de também mantê-lo atualizado;
  • Ter cuidado com links, sites e e-mails falsos que direcionam para arquivos maliciosos.
Você pode conferir mais dicas de segurança on-line aqui.

16. Compras internacionais requerem atenção redobrada

Fazer compras em sites estrangeiros é outra comodidade do e-commerce. As vantagens estão em adquirir produtos que não podem ser encontrados no Brasil ou que até podem, mas com preços muito elevados. Mas, antes de optar por um serviço do tipo, é necessário considerar alguns aspectos:
- quase todos os produtos importados são taxados pelo governo. O valor dos impostos mais a taxa de frete podem fazer o preço final do produto ser mais caro que no Brasil;
- o prazo de entrega costuma ser grande, afinal, a encomenda vem de outro país;
- dependendo do produto, pode não haver assistência técnica no Brasil;
- é relativamente fácil encontrar réplicas ou produtos falsos em sites estrangeiros, por isso, preste atenção em todas as características do produto;
- em caso de problemas com a compra, os órgãos de defesa do consumidor brasileiros pouco ou nada podem fazer para te ajudar.
Para facilitar a compra e diminuir os riscos de fraude, é recomendável fazer a transação a partir de serviços como o PayPal, que permitem o uso de cartão de crédito internacional nas compras sem que, no entanto, o lojista obtenha o seu número.

17. Cuidados com sites de compras coletivas e cupons de descontos

Sites de compras coletivas e cupons podem ser uma forma interessante de conseguir descontos em produtos ou serviços. Mas sites do tipo também requerem cuidados, entre eles:
- a loja deve informar claramente as condições de uso do cupom, como período de uso e validade ou não para datas comemorativas. Você, na condição de consumidor, deve prestar atenção em todas elas;
- verifique se há taxas extras que possam diminuir as vantagens da oferta, como cobrança de entrega de cupom;
- pesquise sobre o fornecedor do serviço ou produto para saber se há reclamações excessivas ou não resolvidas contra a empresa. Se houver, não use o cupom, por mais vantajoso que lhe pareça;
- sites de compras coletivas costumam oferecer preços atraentes, mas mesmo assim é recomendável desconfiar de ofertas extremamente vantajosas.

18. Evite aborrecimentos: se o preço estiver claramente errado, não tente tirar proveito

Por falha humana ou erro de sistema, uma loja on-line pode colocar um preço muito baixo para determinado produto. Geralmente, é possível saber quando isso está acontecendo porque a notícia se espalha muito rápido, especialmente nas redes sociais.
Se isso acontecer, não tente tirar proveito. Há vários casos no Brasil de consumidores que fizeram compras nessas circunstâncias, tiveram o pedido cancelado pela loja e, ao recorrerem à Justiça, perderam o processo pelo fato de o juiz ter considerado o ato como má fé.

19. Cuidado com ofertas por e-mail (SPAM) e redes sociais

Se você recebeu um e-mail promocional de uma loja da qual você não é cliente (ou é, mas você não autorizou o envio de mensagens do tipo), não faça a compra: você está diante de um SPAM, isto é, de um e-mail não solicitado.
Essa prática é deveras prejudicial à internet e, ao aceitá-la, você está incentivando a sua continuação. Além disso, as chances de que você se torne vítima de golpes on-line ao fazer compras a partir dessas mensagens são consideravelmente grandes.
Estenda esse cuidado às redes sociais. Muitas das promoções ou ofertas que aparecem nesses serviços são geradas por contas falsas ou por empresas de reputação duvidosa.

20. Fuja de produtos "xing-ling"

A oferta de itens de marcas desconhecidas ou que imitam produtos famosos — como o iPhone — é muito alta no Brasil. Quase sempre, estes itens têm qualidade duvidosa e a sua venda não é permitida no país, indicando que a loja que o comercializa pode ter atividades irregulares e, portanto, prejudiciais ao consumidor. Assim, não corra riscos: evite esse tipo de produto.

Finalizando

Apesar de todos os cuidados, problemas podem ocorrer, por isso é importante conhecer os seus direitos. O Código de Defesa do Consumidor é bastante rigoroso, além disso, há várias entidades de auxílio e orientação ao consumidor, entre elas, o Procon (o link aponta para o Procon de São Paulo, mas há unidades em todo o Brasil), o IDEC e o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça. Reserve algum tempo para consultar esses sites, pois consumidor bem informado é consumidor respeitado.
Não se esqueça de guardar e-mails emitidos pelas lojas, comprovantes de pagamento, notas fiscais ou qualquer outro documento ou comunicado referente às suas compras. Estes itens comprovam o compromisso assumido pela empresa com você e podem ser úteis em reclamações e processos judiciais.
No mais, boas compras ;-)

Dicas de segurança na internet

Introdução

Quando você sai de casa, provavelmente toma cuidados para se proteger de assaltos e outros perigos existentes nas ruas. Na internet, é igualmente importante colocar em prática alguns procedimentos de segurança, pois fraudes, espionagem e roubo de arquivos ou senhas são apenas alguns dos problemas que as pessoas podem enfrentar nesse meio.
É para ajudá-lo a lidar com os perigos on-line que o InfoWester apresenta a seguir algumas dicas de segurança. Todas são simples, portanto, você não terá dificuldades para colocá-las em prática no seu dia a dia.

1. Saia clicando em "Logout", "Sair" ou equivalente

Ao acessar seu e-mail, sua conta em uma loja on-lne, seu perfil no Facebook, seu internet banking ou qualquer outro serviço que exige nome de usuário e senha, clique no botão/link de nome LogoutLogoffSairDesconectar ou equivalente para sair do site. Pode parecer óbvio, mas muita gente realiza este procedimento simplesmente fechando a janela do navegador ou entrando em outro endereço a partir dali.

Agir assim não é recomendado porque o site não recebeu a instrução de encerrar seu acesso naquele momento, de forma que outra pessoa poderá reabrir a página em questão logo em seguida e acessar as suas informações. Essa dica é válida principalmente em computadores públicos — da faculdade, por exemplo.

2. Crie senhas difíceis de serem descobertas

Não utilize senhas fáceis de serem descobertas, como nome de parentes, data de aniversário, placa do carro, etc. Dê preferência a sequências que misturam letras, números e até mesmo símbolos especiais. Além disso, não use como senha uma combinação que tenha menos que seis caracteres. Também é importante não guardar suas senhas em arquivos do Word ou de qualquer outro aplicativo. Se necessitar anotar uma senha em papel (em casos extremos), destrua-o assim que decorar a sequência. Além disso, evite usar a mesma senha em vários serviços.
Além de criar senhas difíceis de serem descobertas, é essencial mudá-las periodicamente, a cada três meses, pelo menos. Isso porque, se alguém conseguir descobrir a senha do seu e-mail, por exemplo, poderá acessar as suas mensagens sem que você saiba, apenas para espioná-lo. Ao alterar sua senha, o tal espião não vai mais conseguir acessar as suas informações.

3. Use navegadores atuais e renomados

Usar navegadores de internet atuais garante não só que você consiga utilizar tecnologias novas para a internet, como o HTML5, mas também conte com recursos de segurança capazes de combater perigos mais recentes, como sites falsos que se passam por páginas de banco. Além disso, navegadores atualizados geralmente contam com correções contra falhas de segurança exploradas em versões anteriores. Por isso, sempre utilize a última versão disponível do seu navegador.
Felizmente, os principais navegadores da atualidade contam com atualizações automáticas ou com alertas que avisam da disponibilização de uma nova versão. Mas, se você não tiver certeza de estar utilizando a versão mais recente, pode procurar nos menus do navegador uma opção de nome "Sobre" (ou equivalente) que normalmente fornece este tipo de informação.

4. Atualize seu antivírus e seu sistema operacional

Você certamente sabe que é importante instalar softwares de segurança em seu computador, como um antivírus. Mas, além de instalá-lo, é necessário se certificar de que o programa é atualizado constantemente, do contrário, o antivírus não "saberá" da existência de malwares novos. Praticamente todos os antivírus atuais têm atualizações automáticas definidas por padrão, mas é sempre bom verificar.
Também é importantíssimo instalar as atualizações do seu sistema operacional, inclusive em seus dispositivos móveis (tablets e smartphones). Para que você não tenha que se preocupar com isso constantemente, verifique se o seu sistema operacional possui a funcionalidade de atualização automática ativada (a maioria tem este recurso, como as versões mais recentes do Windows ou do Ubuntu Linux).

5. Muito cuidado com downloads

Se você usa programas de compartilhamento ou costuma obter arquivos de sites especializados em downloads, fique atento ao que baixar. Ao término do download, verifique se o arquivo possui alguma característica estranha, por exemplo, mais de uma extensão (como cazuza.mp3.exe), tamanho muito pequeno para o tipo do arquivo ou informações de descrição suspeitas, pois muitas pragas digitais se passam por músicas, vídeos, fotos, aplicativos e outros para enganar o usuário. Além disso, sempre examine o arquivo baixado com um antivírus.
Também tome cuidado com sites que pedem para você instalar programas para continuar a navegar ou para usufruir de algum serviço. Ainda, desconfie de ofertas de softwares "milagrosos", capazes de dobrar a velocidade de seu computador ou de melhorar a sua performance, por exemplo.
Ao obter softwares que, a princípio, são legítimos, você também deve tomar cuidado com a sua instalação: durante esse processo, o aplicativo pode deixar de maneira pré-marcada a ativação conjunta de outros programas, como barras para navegadores ou supostos aplicativos de segurança. Assim, acompanhe todas as etapas de instalação e rejeite qualquer oferta do tipo.

6. Evite o uso de softwares piratas

Jogos, aplicativos de escritório, sistemas operacionais e editores de imagens estão entre os softwares mais pirateados. Seu uso pode parecer vantajoso por causa do baixo custo, mas entre outros problemas, programas nessa condição representam perigo porque podem ser distribuídos com malwares e, muitas vezes, não contam com as atualizações de segurança que o desenvolvedor disponibiliza para as cópias originais.

7. Cuidado com links em mensagens instantâneas e redes sociais

Alguns malwares podem, mesmo que temporariamente, aproveitar que o usuário está utilizando serviços de mensagens instantâneas como WhatsApp, Telegram e Skype para emitir mensagens automáticas com links para vírus ou sites maliciosos durante uma conversa. Em situações desse tipo, é comum que a parte que recebeu a mensagem pense que a outra pessoa realmente a enviou e, assim, acaba clicando no link com a maior boa vontade.
Por conta disso, se receber um link que não estava esperando durante uma conversa, pergunte ao contato se, de fato, ele o enviou. Se a pessoa negar, não clique no link e avise-o de que seu computador ou smartphone pode estar com um malware.
Tenha atenção também em redes sociais, como Facebook e Twitter, pois um contato pode, por exemplo, recomendar um link sem perceber que o seu conteúdo é perigoso ou um aplicativo duvidoso pode fazer uma postagem sem que a pessoa tenha percebido.

8. E-mails falsos ainda são muito comuns

Recebeu um e-mail dizendo que você tem uma dívida com uma empresa de telefonia ou afirmando que um de seus documentos está ilegal? Ou, ainda, a mensagem te oferece prêmios ou fotos que comprovam uma traição? Há ali uma intimação para uma audiência judicial? O e-mail pede para você atualizar seus dados bancários? É muito provável (muito provável mesmo) que se trate de um scam, ou seja, de um e-mail falso, portanto, ignore.

Se a mensagem contiver textos com erros ortográficos e gramaticais, fizer ofertas tentadoras ou informar um link diferente do indicado (para verificar o link verdadeiro, basta passar o cursor do mouse por cima dele, mas sem clicar), desconfie imediatamente. Na dúvida, entre em contato com a empresa ou entidade cujo nome foi envolvido no e-mail.

9. Evite acessar sites duvidosos

Muitos sites contêm em suas páginas scripts capazes de explorar falhas do navegador de internet. Outros não possuem scripts, mas tentam convencer o usuário a clicar em um link perigoso, a fazer cadastro em um serviço suspeito e assim por diante. É relativamente fácil identificar esses sites:
  • Sua temática é muito apelativa, explorando conteúdo erótico, hacker ou de jogos de aposta, por exemplo;
  • O site abre automaticamente várias páginas ou janelas com banners;
  • Seu endereço (URL), não raramente, é complexo ou diferente do nome do site;
  • O site exibe anúncios que oferecem prêmios, vantagens ou produtos gratuitos;
  • Exigem download de um programa ou cadastro para finalizar determina ação.
Ao se deparar com sites com essas ou outras características suspeitas, não continue a navegação.

10. Atenção aos anexos de e-mails

Esta é uma das instruções mais antigas, mesmo assim, o e-mail ainda é uma das principais formas de disseminação de malwares. Tome cuidado ao receber mensagens que te pedem para abrir o arquivo anexado (alegando se tratar de uma foto comprometedora, por exemplo), mesmo se o e-mail tiver vindo de alguém que você conhece. Para aumentar a segurança, você pode checar o arquivo com um antivírus, mesmo quando estiver esperando recebê-lo.

11. Cuidado ao fazer compras na internet ou usar sites de bancos

Fazer compras pela internet é sinônimo de comodidade, mas somente o faça em sites de comércio eletrônico com boa reputação. Caso esteja interessado em um produto vendido em um site desconhecido, faça uma pesquisa para descobrir se existe reclamações contra a empresa. Um bom serviço para isso é o site Reclame Aqui. Veja mais dicas sobre compras on-line aqui.
Ao acessar sua conta bancária pela internet, também tenha cuidado. Evite fazê-lo em computadores públicos ou redes Wi-Fi públicas, verifique sempre se o endereço do site pertence mesmo ao serviço bancário e siga todas as normas de segurança recomendadas pelo banco. 

12. Não responda a ameaças, provocações ou intimidações

Se você receber ameaças, provocações, intimidações ou qualquer coisa parecida pela internet, evite responder. Além de evitar mais aborrecimentos, essa prática impede que o autor obtenha informações importantes que você pode acabar revelando por causa do calor do momento. Se perceber que a ameaça é séria ou se você se sentir ofendido, mantenha uma cópia de tudo e procure orientação das autoridades legais.

13. Não revele informações importantes sobre você

Em redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, entre outras) ou em qualquer serviço onde um desconhecido pode acessar as suas informações, evite dar detalhes da escola ou da faculdade que você estuda, do lugar em que você trabalha e principalmente de onde você mora. Evite também disponibilizar dados ou fotos que forneçam detalhes relevante sobre você, por exemplo, imagens em que aparecem a fachada da sua casa ou a placa do seu carro.
Nunca divulgue seu número de telefone abertamente por esses meios, tampouco informe o local em que você estará nas próximas horas ou um lugar que você frequenta regularmente. Caso esses dados sejam direcionados aos seus amigos, avise-os de maneira particular, pois toda e qualquer informação relevante sobre você pode ser usada indevidamente por pessoas mal-intencionadas, inclusive para te localizar.

14. Cuidado ao fazer cadastros on-line

Muitos sites exigem que você faça cadastro para usufruir de seus serviços, mas isso pode ser uma "cilada". Ora, se um site pede o número do seu cartão de crédito sem que você tenha intenção de comprar alguma, as chances de se tratar de uma "roubada" são grandes. Além disso, suas informações podem ser entregues a empresas que vendem assinaturas de revistas ou produtos por telefone, por exemplo. Ainda, seu e-mail pode ser inserido em listas de SPAM.
Por isso, antes de se cadastrar em sites, faça uma pesquisa na internet para verificar se aquele endereço tem registro de alguma atividade ilegal. Avalie também se você tem mesmo necessidade de usar os serviços oferecidos ali.

15. Use verificação em duas etapas

Várias empresas, como Google, Apple e Microsoft, oferecem em seus serviços a opção de verificação em duas etapas (two-factor authentication). Com ela, você deve informar um código após efetuar login, do contrário, não terá acesso ao serviço, mesmo que digite a senha corretamente.
Na maioria das empresas, o código é enviado por SMS. Assim, só você tem acesso a ele. Mas o código também pode ser emitido por dispositivos do tipo “token” (como aqueles usados por bancos) ou por aplicativos (como o Google Autenticador).

A vantagem da autenticação em duas etapas é que, caso a sua senha seja descoberta por terceiros, essa pessoa não conseguirá acessar a sua conta porque ela não tem o código de verificação. Verifique se os serviços que você usa oferecem esse recurso.

16. Redes Wi-Fi públicas podem ser perigosas

Tome muito cuidado ao acessar redes Wi-Fi públicas, especialmente aquelas que não exigem senha. Algumas podem ser "iscas" para capturar dados dos dispositivos conectados a ela. Outras podem direcionar para sites falsos. Por isso, dê preferência a redes de empresas conhecidas.

Finalizando

Se proteger no "mundo virtual" pode até ser um pouco trabalhoso, mas é importante ter uma postura defensiva para evitar ou, ao menos, minimizar transtornos. A maioria das "ciladas" on-line pode ser evitada se você se mantiver atento e disposto a praticar os devidos cuidados em seu cotidiano.
Também é importante ficar atento a quem está próximo de você, por isso, não só pratique os cuidados de segurança na internet, como também oriente parentes e amigos.

O que é Phishing Scam e como evitá-lo?

Introdução

Mensagens que se caracterizam como Phishing Scamestão entre os principais perigos existentes na internet. É importante saber a respeito do assunto porque as consequências deste tipo de fraude podem resultar em grandes transtornos ou até mesmo em prejuízo financeiro. É por isso que este texto foi escrito: nele, você entenderá o que é Phishing Scam, saberá como este tipo de mensagem funciona e verá dicas sobre como se prevenir.
Vamos lá?

O que é Phishing Scam?

O termo "phishing" faz alusão à palavra inglesa "fishing", que significa "pescaria", em tradução livre. A associação com esta atividade não é mero acaso: o Phishing Scam é uma tentativa de fraude pela internet que utiliza "iscas", isto é, artifícios para atrair a atenção de uma pessoa e fazê-la realizar alguma ação.
Caso o indivíduo "morda a isca", poderá acabar informando dados bancários ou outras informações confidenciais a desconhecidos, percebendo apenas tardiamente que foi vítima de uma fraude on-line. Da mesma forma, poderá contaminar seu computador com um vírus ou outro malware.
O Phishing Scam - ou somente Phishing - geralmente chega às pessoas via e-mail. Embora também possa explorar outros serviços, como sites de redes sociais, o correio eletrônico é o meio preferido por se tratar da forma de comunicação mais popular e difundida da internet. Além disso, é relativamente fácil criar um e-mail fraudulento.
Normalmente, mensagens do tipo são criadas para parecerem ter sido emitidas por instituições sérias, como bancos, operadoras de telefonia ou órgãos do governo, embora também possam se passar por pessoas. Esta é uma das principais características do Phishing Scam. Outra são os argumentos utilizados para convencer o usuário a clicar em um link malicioso ou em um arquivo anexo suspeito.

Principais riscos do Phishing Scam

Caso uma pessoa receba uma mensagem que se caracteriza como Phishing Scam e não perceba que está diante de um conteúdo fraudulento, poderá realizar uma ação que resultará em prejuízo financeiro ou em outros transtornos consideráveis.
Um e-mail do tipo que se passa por um aviso de um banco, por exemplo, pode orientar o usuário a clicar em um link para atualizar um cadastro. Ao fazê-lo, a pessoa poderá cair em um site falso, mas bastante parecido ao da instituição bancária, e fornecer dados sigilosos, como número de conta corrente e senha de acesso. Ora, a pessoa não percebeu que estava diante um site falso e, portanto, forneceu seus dados na expectativa de acessar a sua conta.
Em um esquema mais sofisticado, a mensagem pode conter um anexo ou um link que direciona para uma malware. Se o usuário executá-lo, a praga se instalará em seu computador ou dispositivo móvel e poderá realizar uma série de ações, como registrar dados digitados, capturar arquivos do usuário ou monitorar suas atividades na Web.
Outra consequência possível do Phishing Scam é confirmar que a conta de e-mail do usuário está ativa. Neste caso, a pessoa passará a receber outras mensagens do tipo ou SPAM (e-mails não solicitados) e ainda poderá ser classificada como "alvo em potencial", uma vez que, ao executar a ação da primeira mensagem, indicou não saber identificar conteúdo enganoso.
Variações conseguem afetar o usuário em outros meios. Uma pessoa pode, por exemplo, aceitar um convite para um suposto jogo em uma rede social. Ao fazê-lo, o aplicativo malicioso pode emitir convites automaticamente para outros usuários. Estes, ao constatarem que o convite partiu de um conhecido, poderão aceitá-lo, dando continuidade ao esquema.
Há, é claro, outros riscos: o computador do usuário, se contaminado por um malware, pode emitir SPAMs; contas em serviços on-line podem ser invadidas graças à captura de senhas e nomes de usuários; a pessoa pode fazer compras em um site fraudulento e, por este motivo, não receber o produto; e assim por diante.

Como identificar um Phishing Scam

Com exceção para alguns esquemas mais elaborados, é relativamente fácil identificar um Phishing Scam. Isso porque algumas características são comuns à maioria destas mensagens. Veja, a seguir, as principais delas.

O Phishing Scam se passa por uma mensagem emitida por instituições conhecidas

Os responsáveis por esta prática criam mensagens falsas que incorporam cores, logotipos, slogans e outras características da identidade de alguma instituição conhecida. O motivo é óbvio: fazer o usuário acreditar que aquela entidade está, de fato, se comunicando com ele.
No Brasil, é bastante comum encontrar e-mails do tipo que se passam por comunicados de bancos, operadoras de cartão de crédito, companhias aéreas, serviços de redes sociais, desenvolvedoras de antivírus, entidades judiciais, lojas virtuais, entre outros.
Não raramente, estas mensagens costumam ter alguma falha grosseira no aspecto visual, como figuras faltantes, itens desalinhados ou imagens de má qualidade - uma instituição séria se preocupa com a sua imagem, razão pela qual não deixaria erros do tipo ocorrerem.
Há, no entanto, e-mails fraudulentos que são uma cópia fiel de comunicados legítimos. Neste caso, é importante observar outros aspectos da mensagem.

Erros gramaticais e ortográficos

Como dito no tópico anterior, instituições sérias se preocupam com a sua imagem e não emitem comunicados grosseiros. Logo, se você se deparar com uma mensagem com erros ortográficos e gramaticais em nome de uma empresa ou órgão do governo, muito provavelmente estará diante de um Phishing Scam.
A imagem abaixo é um exemplo. Repare que, além do uso inadequado de pontuação, o texto tem erros ortográficos:

Links estranhos ou anexos suspeitos

É comum que esquemas de Phishing Scam usem links "confusos" (que você não seria capaz de guardar de cabeça) ou que, de alguma forma, se assemelham ao endereço legítimo da entidade mencionada na mensagem. Por exemplo, se o site da Empresa X é www.empresax.com.br, o e-mail pode ter um link do tipo www.empresax.dirt.com.
É possível também que a descrição do link aponte para o endereço legítimo do site da empresa, mas, ao passar o cursor do mouse por cima deste, o navegador de internet ou cliente de e-mail mostre o link verdadeiro e, consequentemente, suspeito. Daí a importância de ficar atento a este detalhe.
Observe o exemplo abaixo. Nele, o navegador de internet mostra o link verdadeiro quando o cursor do mouse está posicionado acima do endereço descrito na mensagem. Perceba que o link real não tem nada a ver com a instituição mencionada:

Da mesma forma, também é importante se atentar aos arquivos anexos, especialmente se estes tiverem extensões como .exe ou .zip.

Argumentos alarmantes ou que instigam a curiosidade

Para que um Phishing tenha efeito, é necessário que o usuário realize alguma ação: clicar em um link, abrir o anexo ou responder a mensagem, por exemplo. Para que isso ocorra, o responsável pela fraude costuma utilizar argumentos alarmantes, que estimulam a curiosidade, que despertam a sensação de urgência ou cause sensação de oportunidade na pessoa.
Não é difícil entender o porquê: quando tomado por estes sentimentos, o indivíduo tende a raciocinar menos e agir conforme a emoção. A seguir, os argumentos mais comuns.

Envolvendo bancos

  • A mensagem alega que o usuário tem uma dívida de empréstimo bancário e que seu nome irá ser registrado em órgãos de proteção ao crédito se o pagamento não for feito em tempo hábil;
  • A mensagem afirma que o usuário deve fazer um recadastramento para não ter o acesso à sua conta bloqueada;
  • A mensagem avisa do lançamento de um novo módulo de proteção que deve ser instalado no computador da pessoa;
  • A mensagem se passa por um comprovante de depósito supostamente feito na conta da pessoa;
  • A mensagem avisa que o login, chave de acesso ou token do usuário expirou, sendo necessário clicar em um link para renová-lo.
A imagem abaixo é um exemplo. Seu texto ameaça com o bloqueio de acesso à conta caso uma suposta sincronização de "token" não seja feita:

Envolvendo cartões de crédito

  • A mensagem se passa por um lançamento no cartão do usuário, muitas vezes de valor alto;
  • A mensagem se passa por uma fatura de cartão, muitas vezes com vencimento próximo;
  • A mensagem argumenta que o usuário tem pontos de fidelidade prestes a expirar.

Envolvendo entidades do governo

  • A mensagem afirma que um documento - como Título de Eleitor ou CPF - será cancelado caso o usuário não clique no link ou anexo para atualizá-lo;
  • A mensagem alega que o usuário tem uma pendência de grande valor na Receita Federal ou que há irregularidades em sua declaração de Imposto de Renda;
  • A mensagem afirma que o usuário está sendo intimado por um órgão judicial ou autoridade policial;
  • A mensagem alega que a pessoa tem multas de trânsito ou irregularidades nos documentos do seu carro.

Envolvendo notícias e acontecimentos recentes

  • A mensagem promete detalhes supostamente encobertos pela imprensa ou fotos fortes de uma tragédia de grande repercussão;
  • A mensagem promete informações exclusivas sobre escândalos políticos, celebridades ou denúncias.

Promessas de revelações

  • A mensagem promete revelar fotos que mostram que a pessoa está sendo traída;
  • A mensagem promete revelar informações exclusivas a respeito de uma celebridade;
  • A mensagem promete revelações conclusivas sobre teorias de conspiração.

Promessas de prêmios, recompensas ou heranças

  • A mensagem afirma que o usuário foi sorteado e ganhará passagens aéreas, carros, bônus ou prêmios em dinheiro;
  • A mensagem afirma que o usuário tem um prêmio pendente na loteria e que irá perdê-lo se não resgatá-lo nas próximas horas;
  • Uma pessoa se passa por um herdeiro de uma grande fortuna (geralmente da Nigéria) que necessita mudar de país por razões políticas e oferece uma compensação significativa, caso o usuário ajude-o neste processo.
A imagem abaixo mostra um exemplo de Scam em nome de uma empresa de distribuição de benefícios para funcionários. O argumento utilizado é o de oferecer o dobro de bonificação após o usuário realizar um cadastro:

Mensagem enviada por engano ou demonstrando interesse

  • A mensagem promete fotos íntimas de alguém ou de festas, sendo escrita de forma a fazer o usuário acreditar que o e-mail chegou a ele por engano, uma tentativa de alimentar sua curiosidade;
  • A mensagem se passa por um contato de um admirador secreto desconhecido, mas que quer se revelar à pessoa.

Envolvendo redes sociais

  • A mensagem afirma que a conta do usuário em uma rede social será excluída ou passará a ser paga se determinada ação não for realizada;
  • A mensagem se passa por um recado ou convite de alguém numa rede social;
  • A mensagem afirma que o usuário foi marcado em fotos de uma pessoa, geralmente desconhecida, numa rede social.

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Estes são só alguns exemplos. Esquemas de Phishing Scam podem explorar vários outros argumentos para enganar o internauta, mas perceba que a ideia é, quase sempre, a de "fisgar" a pessoa a partir de um sentimento de alerta, curiosidade ou oportunidade.

Como o fraudador sabe que eu sou cliente de determinada empresa?

Se você recebeu um e-mail fraudulento em nome de um banco ou de uma companhia aérea, por exemplo, pode estar se perguntando: "como é que o emissor soube que eu sou cliente desta empresa?" A verdade é que, na maioria absoluta das vezes, ele não sabe!
O que o fraudador faz é trabalhar com tentativas de acerto. A mensagem é disparada para milhares de e-mails de uma só vez porque o emissor sabe que uma parcela significativa destas contas provavelmente pertence a pessoas que são, de fato, clientes de determinadas empresas.
Para tanto, às mensagens são atribuídas denominações de companhias que têm uma base de clientes muito grande e que, de preferência, tenham pouca concorrência. É por isso que nomes de bancos, companhias aéras, grandes redes varejistas e operadoras de telefonia costumam ser utilizados indevidamente neste tipo de fraude.

E se o Phishing tem meu nome completo ou meu CPF?

Pode acontecer de o Phishing Scam ter seu nome completo, número de CPF ou outra informação pessoal. O objetivo aqui é óbvio: com esses dados, é mais fácil convencer o usuário.
Felizmente, este tipo de mensagem é muito raro. O que acontece é que, de alguma forma, o fraudador teve acesso a um banco de dados com cadastros de pessoas. Isso é possível, por exemplo, quando um site de comércio eletrônico é invadido ou quando um funcionário de uma empresa revende indevidamente estas informações.
Por isso, mesmo quando a mensagem contiver dados pessoais, não desconsidere a possibilidade de haver uma tentativa de fraude ali.

E se mensagem foi enviada por uma pessoa conhecida?

Mesmo que uma mensagem suspeita tenha sido enviada a você por um amigo ou conhecido, desconfie e, se possível, questione a pessoa sobre a sua emissão. Não é raro acontecer de malwares conseguirem acessar e-mail, serviços de mensagens instantâneas ou mesmo redes sociais para propagar conteúdo malicioso sem o dono da conta perceber.

Dicas para se proteger

É praticamente impossível impedir que esquemas fraudulentos cheguem até você, mas alguns cuidados simples te ajudam a se livrar do perigo:
:: o primeiro deles é observar as características da mensagem (visual, erros ortográficos, links esquisitos, argumentos persuasivos, entre outros), tal como explicado anteriormente;
:: lembre-se também que avisos de dívidas, convocações judiciais ou solicitações de cadastramento, por exemplo, não costumam ser feitas por e-mail ou redes sociais, mas sim por correspondência enviada à sua residência ou local de trabalho. Não se deixe levar pelo tom ameaçador ou alarmista da mensagem;
:: desconfie de ofertas muito generosas. Ninguém lhe dará prêmios de concursos que você não esteja participando ou oferecerá um produto com preço muito abaixo do que é praticado pelo mercado. Se for necessário que você pague alguma taxa ou faça alguma contribuição em dinheiro, pode ter certeza que se trata de fraude;
:: tenha cuidado com a sua curiosidade e desconfie de notícias sensacionalistas, teorias de conspiração ou de notícias que não podem ser confirmadas em veículos especializados;
:: se tiver dúvidas sobre a legitimidade de uma mensagem, entre em contato com a empresa ou instituição mencionada para ter certeza de que se trata de uma fraude ou não;
:: utilize antivírus e softwares atualizados, especialmente de navegadores de internet. Eles podem barrar cliques inadvertidos em arquivos ou links maliciosos;
:: se tiver certeza de que uma mensagem é Phishing, apague-a imediatamente. Você também pode marcá-la como SPAM, quando possível. Isso porque, dependendo do serviço utilizado, se um número expressivo de usuários marcar determinada mensagem como tal, ela poderá ser barrada automaticamente nas contas de outras pessoas;
:: passe estas orientações para familiares, amigos, colegas de trabalho e outras pessoas próximas de você para evitar que elas sejam vítimas do problema.

Fui vítima de um Phishing Scam. O que fazer?

Se você executou alguma ação por influência de um Phishing Scam, deve reagir conforme o que foi feito. Se você entrou em um site falso de um banco e inseriu seus dados pessoais, por exemplo, deve entrar em contato imediatamente com a instituição bancária para bloquear a sua conta e obter nova senha. Já se você tiver passado dados do seu cartão de crédito, é importante contatar a operadora para cancelá-lo e verificar lançamentos não reconhecidos.
Se você clicou em um malware, é recomendável verificar seu computador ou dispositivo móvel com um antivírus atualizado e de confiança. Além disso, também pode ser uma boa ideia trocar senhas digitadas após a contaminação.
Aliás, o ato de trocar de senhas regularmente - a cada três meses, por exemplo -, mesmo que nenhum problema tenha acontecimento, é um hábito que também reforça a segurança.
Em caso de prejuízo ou qualquer outro transtorno considerável, não hesite em procurar orientação de autoridades policiais ou judiciais.